Boas Vindas...

Este poderá ser um espaço de partilha ou de simples visita. Começou por uma brincadeira, talvez resulte numa coisa mais séria. Vamos ver qual o caminho que toma. Vou colocando em debate ideias, noticias, reflexões, sobre assuntos que a todos preocupa, sendo pais, filhos ou familiares, a todos aqueles que se prestam à relação. Assim, convido-vos a irem comentando as noticias, os desabafos e as descobertas...



Até breve, Ana Paulico

24 de março de 2022

Um conto para Crianças!

Os contos trazem mensagens... para grandes e pequenos, pela voz de Camila Zen.

Senta e ouve... 

Tu és Especial!

Como foi o seu sono hoje?


A importância de ter um sono reparador é bem conhecida por todos, e sabemos que sofrer de insónia é uma ameaça para o nosso bem-estar. Isto implicará diversos mecanismos cerebrais, por isso, é importante manter uma boa higiene do sono.
E depois de uma noite "sem pregar o olho", podemos sofrer diversas consequências adversas durante o dia, como fadiga, sonolência, dor de cabeça, deficit de atenção… Assim, é evidente que a sua função vai muito para além de nos permitir um simples descanso físico. Por outro lado, devido aos efeitos da falta de sono, é notável a sua complexa função e a necessidade que os seres humanos têm de dormir.

Mas o que acontece enquanto dormirmos? Quais funções têm o sono? Como posso melhorar a sua qualidade? Todas estas perguntas e mais algumas serão respondidas a seguir.

Por que o sono é tão necessário?

O sono não é simplesmente um intervalo na nossa vida tão cheia de afazeres. Ele é essencial para nossa saúde física e emocional. 
Fisicamente, o sono adequado ajuda o corpo a se recuperar de doenças e ferimentos. Uma comissão de especialistas dos Estados Unidos disse que distúrbios do sono podem ser uma significativa barreira para a recuperação, podendo até acentuar uma doença primária.
Mas os benefícios emocionais e mentais do sono são também significativos. Uma pesquisa epidemiológica descobriu que as pessoas com insónia cronica eram mais propensas a desenvolver vários tipos de problemas psiquiátricos, e tinham maiores probabilidades de precisar de serviços de saúde que as pessoas com sono normal.
Até mesmo distúrbios ocasionais do sono podem tornar a vida diária mais estressante, ou diminuir nossa produtividade. Na pesquisa Gallup citada acima, as pessoas que dizeram não ter dificuldades para dormir relataram também maior capacidade em concentrar-se, cumprir tarefas pessoais e profissionais, e superar irritações passageiras. Em contraste, a falta de sono pode diminuir a habilidade de realizar tarefas que envolvam memória, aprendizado, raciocínio lógico e cálculos matemáticos. Isso pode contribuir para dificultar o relacionamento com parentes, amigos e colegas de trabalho, sem falar que erros e falta de empenho no trabalho podem comprometer até mesmo o seu emprego.
De fato, a falta de sono é apontada como um dos factores que podem ajudar a prever o absentismo, custando uns milhões de euros à economia a cada ano, segundo estimativas conservadoras. O sono insuficiente também pode ser perigoso, e causar acidentes sérios ou mesmo fatais. Só pensando, que muitos dos acidentes de trânsito rodoviário nas estradas portuguesas em cada ano estão relacionados à fadiga.

Quanto se deve dormir?

A necessidade de sono varia. Em geral, adultos saudáveis necessitam em média de sete a nove horas de sono por noite. Há quem se sinta novo em folha depois de dormir cinco ou seis horas. Outras pessoas, por outro lado,  não conseguem funcionar se não dormirem pelo menos 10 horas seguidas. E, ao contrário do que geralmente se pensa, a necessidade de sono não diminui com a idade (O que acontece é que a capacidade de dormir bem pode diminuir).
Assim sendo, como saber quanto tempo de sono você realmente precisa? Se tem dificuldade em permanecer alerta durante situações monótonas ou entediantes, quando a fadiga é normalmente “desmascarada”, então provavelmente não está desfrutando de tempo suficiente de sono de boa qualidade. Outros sinais são a tendência a se irritar muito facilmente como colegas de trabalho, familiares e amigos, e dificuldade em se concentrar ou lembrar de fatos.

Tempo de Auto-cuidar...

 Passado este tempo voltei a sentir necessidade de voltar a este espaço, acolher experiências, reunir novas  ferramentas de trabalho, partilhar aprendizagens... 

Deixo-vos hoje uma meditação da Camila Zen.

Meditação para Cura e Saúde



25 de outubro de 2020

Todo o nosso coração num Abraço

 “O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio...”


“Diz-se que o nosso corpo tem a forma de um abraço. Talvez por isso a tarefa de abraçar seja tão simples, mesmo quando temos de percorrer um longo caminho. O abraço tem uma incrível força expressiva. Comunica a disponibilidade de entrar em relação com os outros, superando o dualismo, fazendo cair armaduras e motivos, cedendo, nem que seja por instantes, na defesa do espaço individual. Há uma tipologia vastíssima de abraços, e cada uma delas ensina alguma coisa sobre aquilo que um abraço pode ser: acolhimento e despedida, congratulação e luto, reconciliação e embalo, afeto ou paixão. Os abraços são a arquitetura íntima da vida, o seu desenho invisível, mas absolutamente presente; são plenitude consentida ao desejo e memória que revitaliza. Todos nos reconhecemos aí: em abraços quotidianos e extraordinários, abraços dramáticos ou transparentes, abraços alagados de lágrimas ou em puro júbilo, abraços de próximos ou de distantes, abraços fraternos ou enamorados, abraços repetidos ou, porventura, naquele único e idealizado abraço que nunca chegou a acontecer mas a que voltamos interiormente vezes sem conta.

No princípio era o abraço, se pensarmos no colo que nos nutriu na primeira infância. Essa foi, para a maioria de nós, a primeira e reconfortante forma de comunicação. Mas a necessidade de um abraço acompanha a nossa existência até ao fim. O abraço é uma longa conversa que acontece sem palavras. Tudo o que tem de ser dito soletra-se no silêncio, e ocorre isto que é tão precioso e afinal tão raro: sem defesas, um coração coloca-se à escuta de outro coração.”


Autor: José Tolentino Mendonça

31 de março de 2020

Como manter a Ansiedade em Perspectiva

Em muitos dos pedidos de ajuda que acompanho on-line, as pessoas referem estar esgotadas pela actual crise, pelas noticias da epidemia, pela incerteza no futuro, pelo crescente medo do contágio. Agora, mais do que nunca, precisamos permanecer calmos e atentos a tantos perigos, reais e percebidos. Mas como poderemos fazer isso? 

Aqui estão duas etapas que eu recomendo.

1. Distinguir ansiedade e medo

O primeiro passo para lidar com isso é aprender a distinguir a ansiedade do medo realista.
O medo é imediato: uma ameaça bem na sua frente que requer uma resposta rápida. Podemos pensar num medo concreto, quando vou a conduzir numa auto-estrada e está um nevoeiro cerrado, ou então uma chuva intensa, que só me permite ver alguns metros mais à frente eu sinto medo. Sem precisar pensar, todos os seus sentidos se concentram para que eu possa responder de uma maneira que garanta minha sobrevivência e a das outras pessoas no carro. Esta é uma resposta útil a uma situação perigosa.
Por outro lado, quando ligamos a alguém e essa pessoa não nos atende. "Pode haver milhares de razões pelas quais ele não atende o telefone", poderemos então pensar que ... “Pode estar no chuveiro. Adormeceu. Esqueceu o telefone em casa. Mas a nossa mente por vezes é traiçoeira e cria o pior cenário possível. Se eu telefonar aquela pessoa e ela não me atende, pode ser que ela esteja morta ou ferida?! 
E assim, desta forma, com este pensamento em mente, os meus olhos se arregalam, o coração dispara, e o meu corpo entra num estado de "hiper-alerta" - mesmo que tudo só aconteça na minha cabeça... 

Pior ainda, esta ansiedade alimenta-se a si mesma. Podemos descrevê-la como um macaco agitado dentro de uma loja de loiça. Vai fazer estragos. E os estragos podem intensificar-se, construindo uma história fatalista cada vez mais assustadora. E pode ser muito duro! 
Passamos a estar ansiosos só de pensar que vamos sentir ansiedade. E entramos num ciclo vicioso, medo de sentir ansiedade e, isso aumenta a nossa ansiedade. 

2. Aplicando um antídoto 


Mas quando esses sentidos são despertados por ameaças imaginárias, somos consumidos por essa ansiedade. O fato de a ansiedade dominar o corpo, da mesma maneira que o medo, confere à ansiedade mais credibilidade do que ela merece. Quando teu corpo reage dessa maneira, a tua mente acredita que a ansiedade está a alertar para uma ameaça genuína, real.
E quando o cérebro está a produzir um filme em que imagina um resultado horrível após o outro, ele (cérebro) não tem espaço suficiente para perceber claramente o mundo à nossa volta e, fazer escolhas cuidadosas e apropriadas para nos proteger a nós e aos outros.
Então, primeiro passo: comece por respirar pausadamente, por um minuto ou dois, respirar para acalmar a mente e o batimento cardíaco. Só depois é possível determinar se essa ameaça que sente é real ou é uma conjectura dadas as circunstâncias. Pergunte-se: "Isso é uma ameaça real? Ou minha mente está imaginando/fantasiando ou talvez exagerando o que realmente está lá?" Não tente se acalmar à força - isso é demais. Apenas tente determinar se esse é um medo real ou uma conjectura ansiosa.
Em seguida, depois de saber que o que você sente é ansiedade, considere utilizar um antídoto. 

Um dos meus favoritos é cultivar um pouco de bondade para Ti mesmo. Existem meditações guiadas sobre bondade na internet ou na página do Sôma&Ser. Estas meditações, normalmente, são muito simples - frequentemente propõem que cante/verbalize para si mesmo : “Posso estar livre de danos. Posso ser forte e saudável. Posso ser feliz. Que eu viva uma vida cheia de facilidade. ” E depois estendendo esses mesmos desejos às pessoas que você ama e ao mundo em geral.
Quando verbalizas sinceramente esses desejos, toda esta prática é um alívio. As frases canalizam a energia (focam a mente) em vez de permitir que ela prolifere e se exalte. Desta forma poderá voltar ao controlo, sentir o seu corpo relaxado à medida que o espaço mental que estava focado na ansiedade se abre e liberta. 
Desta forma fica livre para escolher como reagir a seguir, em vez de fica preso nas histórias fantasmagóricas que a cabeça criou.

Outra ferramenta eficaz é simplesmente mudar o ambiente físico. Ainda que estejamos em contenção, este pode ser um momento para sair de casa (com as devidas precauções) mas só se houver coisas que em casa activem a tua ansiedade. Ou então muda de divisão, ou então põe uma música suave, dança ao som dessa música... 
As ferramentas são simples - a chave é saber quando usá-las.

Para concluir partilho uma história: "Recentemente, a Ana foi ás compras e viu-se cercada de pessoas, muitas de máscara e luvas, outras sem protecção mas de cara cerrada, andando de corredor em corredor a fazerem as suas compras. Instantaneamente, o seu pulso começou a acelerar, e todos os seus medos pelo contágio afloraram à sua mente, tanto que ela teve que parar de fazer compras e fazer uma pausa.

Primeiro, a Ana respirou fundo uma e outra vez, para sair da mente e voltar ao corpo - ao aqui e agora. Então, ela viu que estava em um grande local público e estava em segurança. Não havia uma ameaça imediata.
A partir disso, ela expandiu seus pensamentos para seu carro seguro que estava no estacionamento, e para a sua casa onde vive confortavelmente há décadas. Enraizar-se no presente - e em seu contexto mais amplo - diminuiu a ansiedade e, assim, a enfraqueceu o medo, permitindo que ela cumprisse as suas tarefas.

A história da Ana ilustra os dois elementos de como lidar com a ansiedade. O primeiro é reconhecê-lo. A ameaça está no momento ou está na mente? Depois de nomear, é mais fácil resolvê-lo. Tal como a Ana, pode buscar várias ferramentas. Mas nada é seguro em todas as situações, há que tentar e experimentar uma e outra vez. Se caímos, levanta-mo-nos e seguimos em frente. Pedimos ajuda, se necessário, seguimos em frente... a cada momento. 
É assim que a mudança acontece, é assim que o progresso é feito - através de esforço resiliente, não através de autopunição ou julgamento. 

Mas a mudança é possível. Tu podes viver uma vida em que mantens a ansiedade em perspectiva.

A História do Bambú

Uma história que nos Ensina... Vamos crescer como o Bambú?!
História do Bambú
Abraço do coração...

27 de março de 2020

Uma Proposta de Meditação - Mindfulness

Para a Gestão da Ansiedade e do Stresse

25 de março de 2020

Em tempo de crise, cuide do seu Jardim Interior!

Esta tempestade vai passar. Mas as escolhas que fizermos agora poderão mudar as nossas vidas durante anos.

A humanidade está agora a enfrentar uma crise global. Talvez a maior crise da nossa geração. As decisões que as pessoas e os governos tomarem nas próximas semanas irão provavelmente influenciar mudanças profundas no mundo nos próximos anos. Elas moldarão não apenas nossos sistemas de saúde, mas também nossa economia, política e cultura. Temos de agir rápida e decisivamente. Devemos também ter em conta as consequências a longo prazo das nossas acções. Ao escolher entre alternativas, devemos nos perguntar não apenas como superar a ameaça imediata, mas também que tipo de mundo vamos querer habitar quando a tempestade passar. Sim, a tempestade passará, a humanidade sobreviverá, a maioria de nós ainda estará viva - mas nós habitaremos um mundo diferente. 
Olhando para as mudanças imediatas, encontramos muitas pessoas praticando o distanciamento social, sempre que possível, como uma medida de atenuar a propagação desta doença. No entanto o ser humano é uma criatura social e, para muitos, esta experiência pode ser muito difícil a vários níveis. 
Aqui vos deixo algumas ideias para atenuar este efeito; 


Cuide da sua saúde e bem-estar
Há boas informações disponíveis sobre como cuidar de si e da saúde física de outras pessoas e, embora existam fatos importantes a saber sobre o COVID-19 e práticas a serem implementadas, também é importante cuidar da sua saúde mental e emocional. 
  1. Obtenha suas informações de fontes confiáveis ​​sobre assistência médica, como o Centro de Controle de Doenças e a Organização Mundial de Saúde. Nossos amigos e familiares bem-intencionados nem sempre são as melhores fontes do que fazer; portanto, verifique com profissionais médicos treinados para ter mais certeza de que você tem as melhores informações disponíveis.
  2. Nutra sua saúde mental e emocional também. Faça o check-in durante todo o dia, evitando sobrecarregar fazendo intervalos apropriados no trabalho e nas redes sociais. Considere ouvir uma meditação guiada, se isso for útil para você, ler um livro ou procurar um membro da família, amigo ou colega para simplesmente se encontrar online.
  3. Entre em contacto com um profissional de saúde mental da mesma maneira que faria com um profissional de saúde física quando não se sentir particularmente bem. Um dos aspectos mais inúteis da busca por terapia não é a obtenção - que pode ser muito útil -, mas o estigma associado a procurá-la. Permita-se alcançar esta mão amiga.
Gerindo o Eu e os Outros
Poderá ser incentivado a trabalhar em casa por enquanto e, se não estiver acostumado a esse ambiente, pode ser desorientador de inicio. Aqui estão algumas ideias para quem não tem um escritório em casa:
  1. Faça o possível para estar em um local o mais livre de distracções possível. Isso não significa que não haverá sons e actividades em seu ambiente que chamam sua atenção, mas você pode optar por segui-los ou não.
  2. Defina uma agenda para si e siga-a, se ainda não tiver um dia de actividades e reuniões planeadas. Essa estrutura pode ajudar a mantê-lo na linha neste espaço de trabalho diferente, especialmente se a casa for onde costuma deixar o trabalho de lado e relaxar.
  3. Reserve alguns momentos e analise o que seria mais útil para sua liderança, fazendo algumas anotações sobre isso e veja o que pode fazer por aqueles que lidera, no trabalho ou na sua vida pessoal. O que você faz como líder em um momento difícil? Como você modela isso para os outros?
Virtual não significa desconectado
Já tive a maravilhosa experiência de trabalhar pessoalmente no escritório e remotamente de casa. Certamente, estes ambientes são muito diferentes, e trabalhar num escritório em casa exige alguma atenção. Veja como promover a conexão com outras pessoas on-line mais do que apenas digitalmente:
  1. Promova relacionamentos por meio de conversas em tempo real, em vez de email, e, melhor ainda, de vídeo em vez de chamadas.
  2. Quando estiver online, sempre que possível, use áudio e vídeo. Grande parte da comunicação humana é não verbal, e poder ver o rosto de seus colegas e ver o seu é um aspecto indispensável para um melhor contacto.
  3. Quando interage com outras pessoas, pergunte sobre elas genuinamente . E ouça o que eles têm a dizer. Pense na última vez em que realmente foi escutada, não apenas ouvida, mas escutada. Ou talvez a última vez que nem foi ouvido, foi ignorado, interrompido ou a outra pessoa insistiu em tentar "consertar" o que estava acontecendo em sua vida - com as soluções deles, sem realmente se importar com o que era melhor para si. Qual acha mais útil, mais nutritivo de confiança e mais forte conexão?
  4. Não se esqueça de desconectar-se do ambiente digital de vez em quando e conectar-se ao seu ambiente imediato e interno. Separe o computador, o telefone, a TV e conecte-se.
Lembre-se de que pode ser benéfico fazer o check-in consigo mesmo e ver como se sente, como está. E quando perceber que o estresse é maior nas redes sociais, por exemplo, permita-se deixar isso de lado por um tempo. Nutrir seu coração e sua mente também faz parte de uma vida de bem-estar!


Para mais questões contacte-nos através do email: somaeser@gmail.com ou página Facebook https://www.facebook.com/soomaeser/

Exercício das 3 Coisas Boas

Concentre-se na gratidão com esta actividade

A gratidão é um dos pontos fortes das pessoas e que está directamente relacionado com o sentimento de felicidade. Quando alguém está a passar por um momento difícil, cuidar do que é bom em sua vida pode mudar sua perspectiva e diminuir as emoções negativas. Aumente sua força de gratidão com nossa actividade Três coisas boas.

Como fazer isso

  1. No final do dia de hoje, pense nas coisas boas que aconteceram.
  2. Escreva num caderno três coisas que correram bem e por que elas foram boas para si.
  3. Use a Classificação VIA e procure os pontos fortes que você / outras pessoas usaram.

Porquê fazê-lo

Segundo a ciência, este exercício das Três Boas Coisas pode ajudá-lo a superar dificuldades e criar o hábito de olhar para as coisas boas da sua vida e aumentar o significado delas. Quando você desacelera para observar os detalhes, aprecia mais as pequenas coisas importantes.

Para mais questões contacte-nos através do email: somaeser@gmail.com ou página Facebook https://www.facebook.com/soomaeser/




Meditação da bondade amorosa

Aumente a compaixão com esta actividade

A prática da bondade amorosa é uma meditação que envolve direccionar o amor a si mesmo, às outras  pessoas e a todos os seres vivos. Aumenta a auto-compaixão e emoções positivas.
Como fazer isso
  1. Encontre um espaço confortável para sentar-se em silêncio e respirar fundo algumas vezes.
  2. Reserve alguns momentos para dizer as seguintes afirmações para si mesmo e reflectir verdadeiramente sobre o significado por trás delas:
  • Que eu seja cheio de benevolência.
  • Que eu possa estar a salvo de perigos internos e externos.
  • Que eu possa estar bem no corpo e na mente.
  • Que eu posso ficar à vontade e feliz.
  1. Agora, pense nas pessoas em sua vida que você ama. Diga as afirmações novamente, substituindo "Eu" por "você" e imagine essas pessoas como você diz cada uma.

Porquê fazê-lo

Pesquisas mostram exercícios que promovem a auto-compaixão, como essa meditação, podem diminuir a ansiedade e a ruminação e aumentar os sentimentos de felicidade e optimismo.

Para mais questões contacte-nos através do email: somaeser@gmail.com ou página Facebook https://www.facebook.com/soomaeser/

Hoje Vou procurar Ser...!


Imutável... para ter Fé no que acredito.
Responsável... para fazer o meu melhor.
Humilde... para reflectir sobre os meus erros.
Aberto... para perdoar a todos os que me ofendem.
Generoso... para ajudar os que precisam.
Positivo... para solucionar qualquer problema.
Grato... para agradecer o que recebo e possuo.
Alegre... ao contribuir para a felicidade dos Outros.


Como Gerir a Ansiedade?

 Existem alguns sinais de ansiedade que podem ser comuns a algumas doenças do foro “físico”, são eles:
- sensação de falta de ar;
- aperto no peito;
- sensação de desmaio;
- suores;
- sensação de aperto na garganta;
- formigueiros;
- palpitações;
- tensão muscular;
- náuseas;
- vontade de ir à casa de banho mais vezes;
- sensação de aperto na garganta;
- dificuldade em manter a concentração;
Claro que todos estes sinais podem ser sintomas de outras doenças, e quando surgem uma primeira vez o ideal é que se faça sempre um despiste médico.
Contudo, no contexto actual, como é que poderemos “rapidamente” avaliar se estes sintomas são ansiedade ou algo mais?
Em primeiro lugar devemos perceber que os sintomas de ansiedade são uma resposta do nosso cérebro, do nosso corpo, ao medo; é uma resposta fisiológica que é comum a todas as pessoas.
Perante o medo o que acontece aos seres humanos?
Imagine que descobre que existe um leão agora na sua sala? Como é que imagina que se vai sentir?
O leão é um animal selvagem, que à partida nos poderá atacar. Se não tiver medo de leões, pense noutro animal, ou em algo que tenha medo.
Então, perante o perigo, quando temos medo, o nosso coração acelera, a respiração também, o corpo transpira, deixamos de ouvir tudo em nosso redor...e porquê?
O nosso corpo está a preparar-se para lutar ou para fugir (a chamada resposta de "flight or fight"). Ficamos apenas focados no motivo do medo, deixamos de ver ao nosso redor.
Perante uma situação de medo o cérebro “manda” a libertação de hormonas do stress (como o cortisol https://itspsychology.com/stress-hormones/),  que fazem acelerar todo o nosso corpo para estar mais activo: por exemplo, o coração dispara para levar mais sangue para as pernas porque vamos precisar delas para correr, é por isso que as pessoas ficam “pálidas e geladas de medo”, o sangue está mais nas pernas, desce e a cara fica branca e gelada.
Outro exemplo, quando estamos com medo temos vontade de ir à casa de banho, porque, biologicamente, se tivermos que lutar ou fugir será mais fácil se o intestino e a bexiga estiverem vazios, mais leves!
O medo é uma reposta muito primitiva do ser humano, está presente desde o tempo das cavernas, é protector! Era o medo que nos mantinha vivos dos predadores; existem medos, inatos, que funcionam desde sempre para nos protegerem!
Mas, agora, perguntam vocês, não existem leões que nos queiram comer; e então, como fazemos com este medo que estamos a sentir?
O problema é quando o medo não é visível.
Quando o medo é conhecido os sintomas aparecem, nós lutamos ou fugimos e fica resolvido, ele cumpre o seu objectivo.
Quando o medo é de algo que não conseguimos ver, quando é algo que o ser humano desconhece, os sintomas podem durar mais tempo até agirmos.
No momento actual, no caso do “vírus”, este medo pode ajudar, por exemplo, os profissionais de saúde a prepararem-se melhor para enfrentarem as adversidades; se estivessem relaxados não estariam tão atentos e concentrados.
Este medo, mesmo para as pessoas, os outros cidadãos em casa, permite que as pessoas mantenham o isolamento social, por terem noção do perigo; é o medo que faz com que se protejam; isto também é uma resposta em relação ao medo, uma resposta de protecção!
Contudo, quando o medo é exacerbado e prolongado no tempo, sem nenhuma acção da nossa parte, se continuamos a sentir os sintomas de forma permanente, o nosso corpo entra em exaustão deixamos de pensar direito e só apetece “fugir”, não nos deixa pensar e ficamos em “pânico”, “crise”...
Então, o que poderemos fazer para controlar este medo? 
Aprender a controlar o nosso corpo e a nossa mente!
Se o medo provoca um aumento da frequência respiratória e aumento da resposta de stress, podemos através de exercícios de respiração reduzir essa frequência e reduzir essa resposta.
Mas como?
Quando inspiramos numa situação de tensão (o ar entra nos pulmões, as hormonas do stress aumentam, é como se houvesse uma injecção de cortisol e adrenalina (hormonas do stress) no nosso corpo.
Assim, se estamos com a respiração acelerada, imaginem a quantidade de “stress” que está a entrar no vosso corpo.
Quando expiramos (libertamos o ar), as hormonas do stress reduzem, aumentam as hormonas de relaxamento; a expiração é um dos nossos “ansioliticos” naturais.
Então, a respiração ideal para reduzir a ansiedade é aquela que tem um tempo de inspiração mais reduzido e um tempo de expiração mais lento.
Mais do que uma respiração “abdominal” ou “diafragmática”, que é extremamente importante porque ajuda essencialmente no “relaxamento” do nervo vago, também responsável por estes sintomas todos; a respiração abdominal é um tipo de respiração que precisa de ser treinada e demora mais tempo a colocar em prática (mas treinem que vale a pena!); contudo, este tipo de respiração mais simples que expliquei, anteriormente, permite, mesmo para aquelas pessoas sem treino, executar de forma mais simples e sentirem ansiedade a reduzir.
Se fizer esta respiração (juntamente com abdominal se já está treinado) sentirá que os sintomas, se forem se origem ansiosa, irão diminuir, progressivamente o corpo retoma à calma.
Este tipo de respiração poderá ser utilizado como um treino diário, quantas mais vezes treinar mais fácil será a sua utilização e mais rápidos serão os efeitos.
Por outro lado, esta respiração, como disse, activa a resposta de relaxamento do corpo, é um excelente “ansiolitico” natural, sem contra-indicações ou risco de sobredosagem, que qualquer um de nós pode utilizar nesta fase para estar mais relaxado!
Então:
INSPIRE RÁPIDO E EXPIRE DEVAGAR E LENTAMENTE!
sinta o seu coração abrandar, os músculos a relaxar, o peito a ficar mais leve, os músculos da garganta a relaxarem, e o pensamento a ficar mais claro, sinta-se a RE-LA-XAR!
Um dia relaxado para tod@s!

Para mais questões contacte-nos através do email: somaeser@gmail.com ou página Facebook https://www.facebook.com/soomaeser/

Ana Paulico 
Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde / Psicoterapeuta


24 de setembro de 2019

Dormir


A Reflectir...

"Não continueis a procurar a felicidade no exterior de vós, pois o essencial daquilo de que necessitais encontra-se em vós, no vosso mundo interior.
Eu dir-vos-ei mesmo que, no futuro, os humanos serão capazes de condensar o seu mundo interior até o fazer existir na matéria: eles saberão condensar aquilo de que terão necessidade no plano físico, saberão dar-lhe forma e consistência. Sim, tal como Deus criou o mundo, o homem será capaz de criar o seu mundo exterior. Por enquanto, é ele que está à mercê do mundo exterior, está submetido a ele, não tem o impulso necessário para remediar essa situação, para fazer face a isso, e sucumbe.
Se algo de bom para ele se lhe apresenta de fora, ele fica um pouco satisfeito; mas, se não surge nada, ele sente-se pobre e sem meios.
Não é uma situação famosa! Preparai-vos para esse futuro em que sereis tão senhores de vós mesmos que podereis fazer do mundo exterior o reflexo da vossa vida interior.
Isso será para vós o esplendor, a imensidão, a Omnipotência."



Omraam Mikhael Aivanhov

Observa o que fazes crescer

Se a energia segue o pensamento, e tudo no nosso universo é energia, do mais denso ao mais subtil, o que poderá significar que cada Ser Humano terá um certo padrão vibracional (começando no nosso núcleo profundo, até aos nossos átomos do corpo denso). Todos nós vibramos a um ritmo próprio. Assim sendo, os nossos pensamentos atraem e combinam a nossa energia com aquilo em que vamos focando a nossa atenção, cristalizando no corpo físico as nossas questões emocionais. Então se por exemplo, eu substituir a afirmação “não quero guerra” por “eu quero estar em paz”, tal modifica no meu estado interno, pois muda o foco da atenção, transformando o estado de conflito interno, para um estado de tranquilidade, de pacificação.

11 de outubro de 2016

O que queres fazer da tua Vida?

Já parou para pensar, sobre o Que quer da sua Vida? Parece um movimento de reflexão tão simples, tão banal... mas frequentemente encontro pessoas que, confrontadas com esta pergunta ficam em silêncio, pensando! E quando não temos claro em nós o que queremos da nossa Vida, vivemos ao sabor dos acontecimentos, mas como se no mar alto naufragados, sem leme nem bússola...
Ou então no cais de embarque, sem saber qual o barco que vai apanhar para a sua viagem. Sem saber a resposta a esta pergunta, não temos nem meta, nem objectivos, nem vitórias, nem fracassos.
Sem um objectivo de vida vivemos sem rumo, sem missão, sem foco.
Sem planos ou metas a atingir, a não ser as que os outros colocam à nossa frente...
Por isso, Hoje, não amanhã, e ontem já passou... pare para pensar:
Qual é o meu objectivo de Vida? 

Deixe-se levar pela fantasia, pelo sonho mas pergunte-se:
O que Quero Eu para a Minha Vida?

Encontrou resposta?
Deixe-se levar por essa ideia, amadurecer esse sonho.
Conversaremos mais à frente.

Ana Paulico
Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta

17 de março de 2011

Projecto Verde Geração

O presente Projecto emerge da observação das necessidades sentidas pela Escola e pela Família, e da observação e intervenção ao longo de vários anos de intervenção em contexto terapêutico e em trabalho de voluntariado num Agrupamento de Escolas, trabalhando com professores do Ensino Regular e das Necessidades Educativas Especiais. Este projecto pretende inserir-se num Universo rico de diversidades e desafios, onde o convívio, o respeito pela diversidade, a alegria e a criatividade são aspectos importantes no desenvolvimento da criança e jovem. Conceitos como a Biodiversidade, o respeito pelo Planeta e uma Organização sustentável estão na base desta ideia.
Os programas a desenvolver visam proporcionar às crianças uma educação avançada, divertida e interactiva, da pequena infância à pré-escola e ao início do ensino básico. Incentivar o gosto inato das crianças pela aprendizagem e ajudá-las a desenvolver todo o seu potencial para o sucesso. Por outro lado, visa dar apoio aos pais de crianças com necessidades educativas especiais, na área da inclusão, das terapias complementares (Psicoterapia, Terapia da Fala, Terapia Ocupacional, Ludoterapia, Musicoterapia, Terapia assistida com animais, Sintergética, entre outras).
Por outro lado, conhecendo os desafios e as reais necessidades da Escola, este projecto pretende, em conjunto com as Direcções das Escolas parceiras, desenvolver mecanismos de intervenção que permitam melhorar o ambiente social na escola, intervir ao nível da indisciplina e violência, e desenvolver a formação nas áreas da educação sexual, da educação dos afectos e da inteligência emocional.
A implementação de um projecto desta natureza, pode parecer arrojado, mas algum trabalho já está iniciado, e tendo por base a experiência de quem já fez, poderemos, no âmbito da parceria entre Agrupamentos de Escolas, utilizar as sinergias necessárias para o desenvolvimento de uma estrutura funcional e flexível, que permita a intervenção e monitoria das diversas actividades. Teremos três eixos de intervenção (alunos, Escola, Família) e várias actividades em simultâneo. Poderemos ser um pólo de acção ao nível das AEC’s possibilitando alternativas inovadoras na área da Educação dos Afectos, da Música, das áreas das Ciências e do Ambiente.

Estejam atentos... as novidades vão surgindo, progressivamente!


Para mais informação, contactar por email: anapaulico@gmail.com


http://www.ted.com/talks/lang/por_br/tim_jackson_s_economic_reality_check.html

16 de março de 2011

Sementes de Amrita


Semente de Amrita – Semente de reflexão, que inspira, alimenta a alma, irradia belas energias subtis –
Pede-se nova atitude e um novo olhar Quem é doador? Aquele que possui. Mas para que não haja exaustão, deve receber-se de uma fonte inexaurível.
Voltemo-nos para a Hierarquia.

Hierarquia, § 367, da Série Agni Yoga

A angústia é um reflexo do Armagedon.
A força da colisão não pode deixar de oprimir o coração.

Olhai em torno de vós, existe muito regozijo?

Pode mesmo notar-se como os sorrisos se tornaram cada vez mais raros.

Não vos surpreendais, pois até as mentes ignorantes sentem a opressão,

embora desconheçam sua causa grave.

Muitos negarão com palavras; contudo, sentirão o peso no coração.

O refinamento do coração permite muitas manifestações subtis,

como, por exemplo, o toque de uma mão do corpo subtil e também

muitas prevenções contra as dores.

Agni Yoga, § 362, da Série Agni Yoga

A verdadeira descoberta não é procurar novas paisagens, mas possuir novos olhos.

Marcel Proust



Sacrifício silencioso O historiador da corte de Akbar disse uma vez ao governante: "Entre os governantes observa-se um fenómeno inexplicável. Alguns mantiveram-se inacessíveis, distantes do povo. Estes foram depostos por sua inutilidade. Outros entraram na vida de cada dia. As pessoas acostumaram-se a eles e depuseram-nos por se terem tornado comuns". Akbar sorriu e disse: "Então, um governante deve permanecer invisível, enquanto participa de todas as acções e as dirige." Assim falou o sábio Akbar, indicando o futuro – um governador invisivelmente visível.


Agni Yoga, § 274, da Série Agni Yoga


O Abençoado indicou aos alunos um faquir que lançava uma bola com grande habilidade. A cada lance, ele atingia o alvo, e dois meninos apressavam-se a apanhar a bola e a trazê-la de volta. O Abençoado disse: "este homem alcançou a perfeição no arremesso da bola; cada bola lançada é-lhe trazida imediatamente de volta. A mesma coisa acontece com cada dádiva, se ela for perfeita. Portanto, aprendei a sacrificar-vos, pois, no sacrifício, a arte deve estar presente." Também o Abençoado indicou um homem silencioso, dizendo: "Quem pode definir a fronteira do silêncio? A palavra certa é difícil de encontrar, mas é ainda mais difícil a beleza do silêncio." Assim, o Abençoado ensinava o sacrifício silencioso.


Agni Yoga, § 385, da Série Agni Yoga

Não toques o que está lá, toca o que não está.

Miles Davis


Limiar da Época do Fogo e Imaginação


Aquele que leva o conhecimento do futuro pode, ousadamente, andar até sobre pedras instáveis. O êxito vem quando o fim é belo. O êxito vem quando é possível partir para um caminho novo. O desejo é já uma parte da realização. Corajosamente, caminhai para a Luz! A separação é um limiar do encontro. E São Sérgio dizia: «É necessário partir, de outra maneira não é possível encontrar novamente».


Folhas do Jardim de Morya, Vol. II - Iluminação, § 363, da Série Agni Yoga


Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante do que o conhecimento.


Albert Einstein


Durante as perturbações cósmicas, acumulam-se fogos purificadores que saturam a atmosfera e impelem fogos para a construção de um Mundo Novo. Assim, sobre as ruínas do velho mundo surgem uma evolução nova e a Época do Fogo, a qual encerra a Kali Yuga e satura o espaço com o fogo de um Novo Mundo. Assim a todo-abrangente Bandeira dos Senhores chama para a criatividade pura. Assim a afirmação da Hierarquia penetra na vida. Assim, a tudo que se dirige para o bem, Nós damos boas-vindas. Assim, a tudo que está saturado pela pura aspiração de andar pelo caminho superior, Nós damos boas-vindas.


Hierarquia, § 363, da Série Agni Yoga


7 de julho de 2009

Uma Metáfora... Como Consertar o Mundo!


Contaram-me esta História... e pensei em partilhá-la, que nos faça reflectir.

Era uma vez, um cientista que vivia preocupado com os problemas do mundo e decidido a encontrar meios de melhorá-los. Passava dias e dias no seu laboratório à procura de respostas.
Um dia, o seu filho de sete anos invadiu o seu santuário querendo ajudar o pai a trabalhar. Claro que o cientista não queria ser interrompido e, por isso, tentou que o filho fosse brincar em vez de ficar ali a atrapalhá-lo. Mas, como o menino era persistente, o pai teve de arranjar forma de entretê-lo, ali mesmo no laboratório. Foi então que reparou num mapa do mundo que vinha numa página de uma revista. Lembrou-se de cortar o mapa em vários pedaços e depois apresentou o desafio ao pequenote:
- Filho, vais ajudar-me a consertar o mundo! Aqui está o mundo todo partido. E tu vais arranjá-lo para que ele fique bem outra vez! Quando terminares chamas-me, ok? O cientista estava convencido que a criança levaria dias a resolver o quebra-cabeças que ele tinha construído. Mas surpreendentemente, poucas horas depois, o filho já chamava por ele:
- Pai, pai, já fiz tudo. Consegui consertar o mundo!
O pai não queria acreditar, achava que era impossível um miúdo daquela idade ter conseguido montar o quebra-cabeças de uma imagem que ele nunca tinha visto antes. Por isso, apenas levantou os olhos dos seus cálculos para ver o trabalho do filho que, pensava ele, não era mais do que um disparate digno de uma criança daquela idade. Porém, quando viu o mapa completamente montado, sem nenhum erro, perguntou ao filho como é que ele tinha conseguido sem nunca ter visto um mapa do mundo anteriormente.
- Pai, eu não sabia como era o mundo, mas quando tiraste o papel da revista para recortar, eu vi que do outro lado havia a figura de um homem. Quando me deste o mundo para eu consertar, eu tentei mas não consegui. Foi aí que me lembrei do homem, virei os pedaços de papel ao contrário e comecei a consertar o homem que eu sabia como era. Quando consegui consertar o homem, virei a folha e vi que tinha consertado o mundo.
Grata pela Partilha!